sexta-feira, 18 de junho de 2010
Viajando e aprendendo no Rio
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Programas culturais
sábado, 24 de abril de 2010
A notinha, por favor!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Um gostinho de Londres
British Music Experience – um museu que vale a pena!
Depois de um bom sumiço, retorno com algumas novidades!
Estive recentemente em uma das minhas cidades favoritas no mundo: Londres. Pra mim, os únicos problemas ali são: o valor da libra em relação ao real e a cor cinza que insiste em permanecer no céu, sobretudo durante o inverno. Mas, como pra turista não tem tempo feio, lá fui eu em busca de diversão. E acabei descobrindo um dos museus mais interessantes que já fui nos últimos tempos. Se chama BME (British Music Experience) e vou explicar pra vocês como funciona esta maravilha que foi aberta no ano passado.
A ida ao BME não é apenas um passeio a um museu e sim a um complexo de entretenimento chamado O2. Lá, foi construído um espaço para shows chamado O2 Arena com capacidade para mais de vinte mil pessoas. Os primeiros shows da turnê de Michael Jackson, estavam programados para acontecer ali. Coldplay já se apresentou na O2 e também vão tocar Lady Gaga, Rihana, Black Eye Peas, etc. Fica a meia hora de metrô do centro da cidade, mas especificamente na Greenwich Peninsula.
Mas o diferencial do O2 é que, além de um lugar pra shows, foi construído um centro de lazer. São cerca de trinta restaurantes e bares em volta da arena, um cinema gigantesco com mais de vinte salas e um museu da música: o British Music Experiece, que tem uma exposição permanente sobre pop music, com ênfase na música inglesa, mas abordando também os principais artistas internacionais.
Dividido por décadas e extremamente tecnológico, no BME, você literalmente viaja no tempo através de 60 anos de música. Você escolhe, digamos, entre 1970 e 1980, e em cada ano, você vai poder ouvir e ver vídeos dos principais acontecimentos e depoimentos musicais. Por exemplo, do lançamento de Material Girl, de Madonna durante os anos 80 ao estouro de Amy Winehouse, há alguns anos. Tudo isso num painel com projeções de videos e músicas.
Em cada sala há também a “mesa inteligente” (smart table), onde profissionais da área musical (produtores, artistas gráficos, executivos, etc) falam dos principais artistas, shows e lançamentos da época, contam como suas carreiras foram conduzidas, falam das capas de discos históricas e da participação e visão de cada um nesses projetos.
Há também figurinos, acessórios e instrumentos de vários artistas expostos.
Altamente tecnológico, o ingresso do BME ainda dá o direito ao visitante de captar informações sobre exposição que pode depois ser acessada depois através do site do museu. Quer mais?
Então, preciso compartilhar com vocês a sorte que tive em aproveitar a visita e assistisr a exposição temporária do Michael Jackson que tinha acabado de ser prorrogada. Com vários videos do gênio pop, além de figurinos originais desde a época dos Jackson 5, a exposição conta ainda com contratos antigos e letras de música escrita pelo próprio punho do artista.
Um gostinho nostálgico do show de MJ que nunca acabou acontecendo no próprio local do evento. O2 – lembre desse nome e não deixe de ir!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Miami no Natal
Desde quando morei no EUA, na adolescência, passei a ser uma observadora assídua das diferenças dos costumes brasileiros e americanos. Mais de vinte anos se passaram e continuo comentando as diversidades entre os dois países em termos culturais e sociais.
Como estou passando as festas de fim de ano em Miami, não posso deixar de registrar aqui minha humilde visão sobre esses dois mundos.
Aterrisei na Flórida no dia 24 de Dezembro. Como sabemos, Papai Noel nasceu no Pólo Norte, por isso, ele combina mais com países em que há inverno de verdade do que com um país tropical como o nosso. (Aliás, os americanos e europeus até hoje acham muito estranho que nosso Natal caia durante o verão). Tudo bem que em Miami não faz frio, mas vamos combinar que o resto do país inteiro está um gelo, ao contrário do Brasil que está derretendo todo nesta época do ano. Mesmo assim, decoramos todos os prédios e ruas com luzinhas, montamos nossas árvores e muitas vezes as deixamos na janela para todos verem. Há vários Papais Noéis escalando edifícios comerciais e residenciais. Enfim, no Brasil, respira-se Natal e seus adornos durante todo o mês de Dezembro e fingimos que ele está aguentando usar aquela roupa quentíssima e que cai neve em algumas de nossas árvores.
Eis que chego em Miami e não vejo uma decoraçãozinha de Natal se quer. Nada no aeroporto, nada no caminho de South Beach. Ruas apagadas, prédios tristes e opacos. Papai Noel que é bom, nada! Chego `a conclusão de que a decoração natalina deve se resumir aos shopping centers e na minha primeira ida a um deles, ao esbarrar com uma árvore de Natal gigantesca, minha suposição é confirmada. Nada parecido com NY e suas vitrines incríveis nessa época do ano e mesmo num centro comercial, não vejo Santa acenando e tirando fotos com as criancinhas como no Brasil.
Como a ideia era justamente fugir do Natal tradicional, eu e meu marido fizemos reserva num restaurante para a noite de 24. Ainda achei que não seria uma tarefa fácil, levando em conta que vários estabelecimentos poderiam estar fechados. Ledo engano. Nosso restaurante estava simplesmente a-b-a-r-r-o-t-a-d-o!!! Assim como vários outros nas redondezas de Miami Beach. Tudo bem que éramos uns dos poucos casais jantando a sós, a maioria das mesas era de famílias inteiras, mas ficamos surpresos com tanta gente jantando fora, numa noite que no Brasil, a maioria esmagadora das famílias está em casa, celebrando, comendo perú, panetone e rabanada e trocando presentes.
Prova disso, foi o comentário de uma amiga, frequentadora assídua do Jobi, que disse estar deprimida com o baixo Leblon `as moscas na noite de Natal, tudo fechado, parecendo um outro lugar. (É compreensível: os garçons e outros profissionais tem direito a passar no Natal em casa, certo?)
Minha mãe, que é historiadora e especialista no Rio de Janeiro do começo do século, (e como eu, observadora de costumes), sempre diz que a refeição principal do brasileiro é o almoço e do americano, é o jantar. Realmente, o americano médio não tem o costume de almoçar no dia-a-dia, completamente diferente do europeu, por exemplo, que passa horas na mesa, mesmo durante a semana. Quando se anda pelas ruas de NY, quantas pessoas não vemos andando e comendo um sanduíche ao mesmo tempo. Eles, definitivamente, não ligam para sentar `a mesa e comer “de garfo e faca” no meio do expediente.
Mesmo assim, pensei, já que não estão ceiando na noite de 24, devem estar em família no almoço de 25. Outro equívoco. Eis que os restaurantes continuavam abertos em sua maioria - outra diferença brutal em relação ao Brasil. E não só os restaurantes, os cinemas por aqui, também estavam lotados!! Na primeira sessão, `as 14hs, a fila dava uma volta no quarteirão!! Não é curioso? (Aliás, dia 25/12 é uma tradicional data para estréias de blockbusters por aqui).
Algumas lojas também estavam abertas e com bastante movimento. O capitalismo americano não perdoa nem o feriado de Natal!
Chego `a conclusão que só tem uma data em que os americanos se reúnem em volta da mesa com a família para celebrar e comer perú: é o Thanksgiving, no final de Novembro, um feriado em que americanos e canadenses dão as graças pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Feriado este, que reúne todas as religiões e que pra eles é importantíssimo!
Aguardem para saber minhas impressões do ano novo na “América”.
E desde já, os desejo um feliz 2010!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Natal de Plantão
Natal de plantão
Dizem que nós, jornalistas, somos como médicos. Não temos horário certo de trabalho. Estamos na labuta nos fins de semana e feriados. De vez em quando, damos plantão. Podemos ter turno diurno ou noturno.
Em grandes tragédias, médicos salvam vidas. Jornalistas informam a população sobre a dimensão da situação. Nosso telefone pode tocar de madrugada ou de manhã bem cedo. E foi isso que aconteceu comigo na última semana.
Participando ativamente da cobertura do caso do menino Sean Goldman para emissoras de TV e rádio americanas, meu telefone não parou. Fui acordada de madrugada e quando já ia voltar a dormir, o telefone tocou de novo. NY querendo notícias. LA querendo saber das novas. Houston pedindo informações. Os EUA inteiros ligados na história do pai americano em busca do seu filho “sequestrado” no Brasil, como eles dizem.
O juiz de plantão disse que o resultado sairia na segunda. Todos a postos na porta do hotel onde está hospedado o pai biológico, Sean Goldman. Jornalistas ligando sem parar para o STF em BSB e para os advogados para tentar descobrir alguma informação. A segunda-feira acaba e nada. No news!
Os americanos não entendem. Mas como? O juiz não disse que ia sair hoje? Disse, mas não saiu. O que posso fazer? Mas ele disse quando vai sair? - me perguntam. Disse que deve sair amanhã. Há! Então amanhã sai, né? Bom, ele disse o mesmo hoje, como posso garantir? Meus chefes gringos ficam cada vez mais confusos.
Entrei ao vivo por telefone para rádios americanas diversas vezes nos últimos dias, chegando quase a esquecer que já era anti véspera de Natal. E os presentes que faltam comprar? Paciência, trabalho em primeiro lugar.
Já que não estarei no Brasil 24 e 25, decidimos lá em casa antecipar a data e fazer um jantar pré Natal. Durante todo o dia, entre decorar a casa, comprar os presentes em cima da hora, dar as coordenadas para a equipe do buffet e ir ao salão se embelezar, tive que ficar ligada `a internet e aos coleguinhas que estavam de plantão como eu. E aí, hoje sai? Já está um dia atrasada a decisão, né? Sim, está! Disseram o horário, me perguntam. Não, continuamos aguardando...
Já passavam das 20hs quando achei que pronto, de novo, não era o dia e cheguei a pensar que o resultado só sairia mesmo ano que vem. Recebo a equipe do buffet, unhas feitas, escova perfeita, maquiagem pronta, toda arrumada e cheirosa.
Os convidados começam a chegar. Instaura-se o clima de Natal: muitos presentes, familiares se confraternizando, flashes rolando.
De vez em quando, um email apita no Iphone e sou obrigada a responder.
E eis que bem na hora que começa o amigo oculto, minha querida amiga Luciani, da CNN me liga e fala correndo em vinte segundos: saiu a decisão! Sean vai voltar pros EUA. Não posso falar agora, tchau!
Não acreditei! Em todos os momentos que esta notícia poderia sair, tinha que ser justamente AGORA??? Saí da sala discretamente e vooei pro computador pra informar minha emissora nos EUA. Meu cel não parava de tocar. O tel fixo também. Até o tel do meu marido tocou! (Será que dei esse número também? Ai, meu Deus!).
Escrevi rapidamente meus textos enquanto meu enteado entrava no quarto para avisar que meu presente do amigo tinha sido “roubado”. (Tudo bem, era “amigo roubado” mesmo.) Termino de entrar ao vivo para mais uma rádio e volto pra sala discreta e sorridente. O amigo roubado continua, todos muito animados, bebidinha rolando, comidinhas ótimas. Todos parecem se divertir.
Por dentro, ainda me preocupo em saber se fiz direito meu trabalho e torço para não me ligarem mais. Mas vida de correspondente é assim. A notícia não escolhe hora e ela está sempre em primeiro lugar.
Feliz Natal!
domingo, 20 de dezembro de 2009
Saudade de vô e vó
Estou cobrindo intensamente o caso do menino Sean Goldman para uma rede americana de TV. Todos sabemos que é um assunto delicado, cada um tem uma opinião e não é sobre a minha que quero falar aqui mas sim sobre uma questão que me chamou a atenção.
Lá nos EUA, todos (opinião pública e imprensa) ficam indignados do padastro ter a guarda da criança e dos avós maternos também insistirem que o garoto fique no Brasil com eles. Falam o tempo todo que o Sean está "sequestrado" e que avós não tem direito a nada.
É claro que toda criança deve morar com seu pai e/ou sua mãe. Mas a maneira como eles se referem aos avós, como se fossem uma família muito distante, me fez me dar conta da diferença da relação avô/avó e neto/neta para brasileiros e americanos.
Explico melhor: os americanos dificilmente moram na cidade em que nasceram. Eles costumam sair de casa aos 18 anos para ir `a faculdade que geralmente fica em outro estado. Muitas vezes casam com a pessoa que conheceram no "college" e acabam indo morar numa terceira cidade. Ou seja, se distanciam dos pais vendo-os em férias e ocasiões especiais. Quer dizer, se a relação com os pais já é distante, imagine com os avós... Muito raro o caso de um americano que tenha convivido com os avós semanalmente ou mesmo mensalmente com nós geralmente fazemos.
No Brasil, acontece exatamente o contrário. Temos uma relação intensa com nossos avós. Eles ajudaram nossos pais a nos criar, assim como, provavelmente, vamos ajudar nossos filhos a criar nossos netos.
Quem não conhece casos de mulheres na faixa dos 30 que se separaram e voltaram a morar com os pais (provisoriamente ou não) com um ou mais filhos? E esses avôs, acabam criando o neto junto com a própria mãe: levando na escola, na natação, no balé, e participando ativamente da vida da criança.
No meu caso, por exemplo, meus pais se casaram muito cedo e a casa dos meus avós, que sempre moraram perto, era uma extensão da minha. Desde pequena me acostumei a dormir lá. E adorava!! Quantas noites não passávamos jogando cartas ou o jogo da memória quando era criança. De manhã, aquele café de vó delicioso com direito a ovo quente e milk shake de chocolate. A gente adorava ver meu avô fazendo a barba e ele, de brincadeira, passava creme de barbear em mim e em meu irmão e nos divertíamos muito!!
Na adolescência, meu avô era quem me buscava na aula de sapateado e me levava para lanchar em seguida. Era muito bom!! `As quartas-feiras, minha vó fazia um almoço com as irmãs dela com direito `a visita de uma manicure da família que fazia as unhas de todas. Eu chegava lá direto da faculdade e era presença certa no almoço semanal e no embelezamento das unhas!
Que boas lembranças tenho desses dois que contribuíram para minha educação, me deram muito carinho, amor e ainda uma tremenda força pros meus pais!
Meu marido também me conta histórias memoráveis do seu avô, o patriarca da família, que morava no mesmo prédio que ele e participava intensamente do cotidiano dos netos. Todo dia de manhã eles passeavam juntos com os cachorros pelo calçadão com direito a um mergulho no arpoador. Ele amava e lembra disso até hoje quando passamos por ali. Algumas vezes, ele fugia para casa do avô pra matar aula e o vô o acobertava sem contar nada pros pais dele.
Hoje em dia, o quarto da minha sobrinha na casa da minha mãe é maior e mais equipado do que o dela na casa do meu irmão! E isso é muito comum! Vejo a intimidade e cumplicidade das duas e garanto que quando ela crescer vai sempre querer essa avó por perto.
Os avós costumam babar pelos netos e largar tudo o que estão fazendo para tomar conta deles. Na maioria da vezes fazem isso sem qualquer sacrifício.
Enfim, pobres norte americanos que não tem intimidade com os avós, não crescem almoçando com eles aos domingos e não desenvolvem essa relação tão gostosa que todos temos!
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