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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Miami no Natal

Desde quando morei no EUA, na adolescência, passei a ser uma observadora assídua das diferenças dos costumes brasileiros e americanos. Mais de vinte anos se passaram e continuo comentando as diversidades entre os dois países em termos culturais e sociais. Como estou passando as festas de fim de ano em Miami, não posso deixar de registrar aqui minha humilde visão sobre esses dois mundos. Aterrisei na Flórida no dia 24 de Dezembro. Como sabemos, Papai Noel nasceu no Pólo Norte, por isso, ele combina mais com países em que há inverno de verdade do que com um país tropical como o nosso. (Aliás, os americanos e europeus até hoje acham muito estranho que nosso Natal caia durante o verão). Tudo bem que em Miami não faz frio, mas vamos combinar que o resto do país inteiro está um gelo, ao contrário do Brasil que está derretendo todo nesta época do ano. Mesmo assim, decoramos todos os prédios e ruas com luzinhas, montamos nossas árvores e muitas vezes as deixamos na janela para todos verem. Há vários Papais Noéis escalando edifícios comerciais e residenciais. Enfim, no Brasil, respira-se Natal e seus adornos durante todo o mês de Dezembro e fingimos que ele está aguentando usar aquela roupa quentíssima e que cai neve em algumas de nossas árvores. Eis que chego em Miami e não vejo uma decoraçãozinha de Natal se quer. Nada no aeroporto, nada no caminho de South Beach. Ruas apagadas, prédios tristes e opacos. Papai Noel que é bom, nada! Chego `a conclusão de que a decoração natalina deve se resumir aos shopping centers e na minha primeira ida a um deles, ao esbarrar com uma árvore de Natal gigantesca, minha suposição é confirmada. Nada parecido com NY e suas vitrines incríveis nessa época do ano e mesmo num centro comercial, não vejo Santa acenando e tirando fotos com as criancinhas como no Brasil. Como a ideia era justamente fugir do Natal tradicional, eu e meu marido fizemos reserva num restaurante para a noite de 24. Ainda achei que não seria uma tarefa fácil, levando em conta que vários estabelecimentos poderiam estar fechados. Ledo engano. Nosso restaurante estava simplesmente a-b-a-r-r-o-t-a-d-o!!! Assim como vários outros nas redondezas de Miami Beach. Tudo bem que éramos uns dos poucos casais jantando a sós, a maioria das mesas era de famílias inteiras, mas ficamos surpresos com tanta gente jantando fora, numa noite que no Brasil, a maioria esmagadora das famílias está em casa, celebrando, comendo perú, panetone e rabanada e trocando presentes. Prova disso, foi o comentário de uma amiga, frequentadora assídua do Jobi, que disse estar deprimida com o baixo Leblon `as moscas na noite de Natal, tudo fechado, parecendo um outro lugar. (É compreensível: os garçons e outros profissionais tem direito a passar no Natal em casa, certo?) Minha mãe, que é historiadora e especialista no Rio de Janeiro do começo do século, (e como eu, observadora de costumes), sempre diz que a refeição principal do brasileiro é o almoço e do americano, é o jantar. Realmente, o americano médio não tem o costume de almoçar no dia-a-dia, completamente diferente do europeu, por exemplo, que passa horas na mesa, mesmo durante a semana. Quando se anda pelas ruas de NY, quantas pessoas não vemos andando e comendo um sanduíche ao mesmo tempo. Eles, definitivamente, não ligam para sentar `a mesa e comer “de garfo e faca” no meio do expediente. Mesmo assim, pensei, já que não estão ceiando na noite de 24, devem estar em família no almoço de 25. Outro equívoco. Eis que os restaurantes continuavam abertos em sua maioria - outra diferença brutal em relação ao Brasil. E não só os restaurantes, os cinemas por aqui, também estavam lotados!! Na primeira sessão, `as 14hs, a fila dava uma volta no quarteirão!! Não é curioso? (Aliás, dia 25/12 é uma tradicional data para estréias de blockbusters por aqui). Algumas lojas também estavam abertas e com bastante movimento. O capitalismo americano não perdoa nem o feriado de Natal! Chego `a conclusão que só tem uma data em que os americanos se reúnem em volta da mesa com a família para celebrar e comer perú: é o Thanksgiving, no final de Novembro, um feriado em que americanos e canadenses dão as graças pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano. Feriado este, que reúne todas as religiões e que pra eles é importantíssimo! Aguardem para saber minhas impressões do ano novo na “América”. E desde já, os desejo um feliz 2010!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal de Plantão

Natal de plantão Dizem que nós, jornalistas, somos como médicos. Não temos horário certo de trabalho. Estamos na labuta nos fins de semana e feriados. De vez em quando, damos plantão. Podemos ter turno diurno ou noturno. Em grandes tragédias, médicos salvam vidas. Jornalistas informam a população sobre a dimensão da situação. Nosso telefone pode tocar de madrugada ou de manhã bem cedo. E foi isso que aconteceu comigo na última semana. Participando ativamente da cobertura do caso do menino Sean Goldman para emissoras de TV e rádio americanas, meu telefone não parou. Fui acordada de madrugada e quando já ia voltar a dormir, o telefone tocou de novo. NY querendo notícias. LA querendo saber das novas. Houston pedindo informações. Os EUA inteiros ligados na história do pai americano em busca do seu filho “sequestrado” no Brasil, como eles dizem. O juiz de plantão disse que o resultado sairia na segunda. Todos a postos na porta do hotel onde está hospedado o pai biológico, Sean Goldman. Jornalistas ligando sem parar para o STF em BSB e para os advogados para tentar descobrir alguma informação. A segunda-feira acaba e nada. No news! Os americanos não entendem. Mas como? O juiz não disse que ia sair hoje? Disse, mas não saiu. O que posso fazer? Mas ele disse quando vai sair? - me perguntam. Disse que deve sair amanhã. Há! Então amanhã sai, né? Bom, ele disse o mesmo hoje, como posso garantir? Meus chefes gringos ficam cada vez mais confusos. Entrei ao vivo por telefone para rádios americanas diversas vezes nos últimos dias, chegando quase a esquecer que já era anti véspera de Natal. E os presentes que faltam comprar? Paciência, trabalho em primeiro lugar. Já que não estarei no Brasil 24 e 25, decidimos lá em casa antecipar a data e fazer um jantar pré Natal. Durante todo o dia, entre decorar a casa, comprar os presentes em cima da hora, dar as coordenadas para a equipe do buffet e ir ao salão se embelezar, tive que ficar ligada `a internet e aos coleguinhas que estavam de plantão como eu. E aí, hoje sai? Já está um dia atrasada a decisão, né? Sim, está! Disseram o horário, me perguntam. Não, continuamos aguardando... Já passavam das 20hs quando achei que pronto, de novo, não era o dia e cheguei a pensar que o resultado só sairia mesmo ano que vem. Recebo a equipe do buffet, unhas feitas, escova perfeita, maquiagem pronta, toda arrumada e cheirosa. Os convidados começam a chegar. Instaura-se o clima de Natal: muitos presentes, familiares se confraternizando, flashes rolando. De vez em quando, um email apita no Iphone e sou obrigada a responder. E eis que bem na hora que começa o amigo oculto, minha querida amiga Luciani, da CNN me liga e fala correndo em vinte segundos: saiu a decisão! Sean vai voltar pros EUA. Não posso falar agora, tchau! Não acreditei! Em todos os momentos que esta notícia poderia sair, tinha que ser justamente AGORA??? Saí da sala discretamente e vooei pro computador pra informar minha emissora nos EUA. Meu cel não parava de tocar. O tel fixo também. Até o tel do meu marido tocou! (Será que dei esse número também? Ai, meu Deus!). Escrevi rapidamente meus textos enquanto meu enteado entrava no quarto para avisar que meu presente do amigo tinha sido “roubado”. (Tudo bem, era “amigo roubado” mesmo.) Termino de entrar ao vivo para mais uma rádio e volto pra sala discreta e sorridente. O amigo roubado continua, todos muito animados, bebidinha rolando, comidinhas ótimas. Todos parecem se divertir. Por dentro, ainda me preocupo em saber se fiz direito meu trabalho e torço para não me ligarem mais. Mas vida de correspondente é assim. A notícia não escolhe hora e ela está sempre em primeiro lugar. Feliz Natal!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Saudade de vô e vó

Estou cobrindo intensamente o caso do menino Sean Goldman para uma rede americana de TV. Todos sabemos que é um assunto delicado, cada um tem uma opinião e não é sobre a minha que quero falar aqui mas sim sobre uma questão que me chamou a atenção. Lá nos EUA, todos (opinião pública e imprensa) ficam indignados do padastro ter a guarda da criança e dos avós maternos também insistirem que o garoto fique no Brasil com eles. Falam o tempo todo que o Sean está "sequestrado" e que avós não tem direito a nada. É claro que toda criança deve morar com seu pai e/ou sua mãe. Mas a maneira como eles se referem aos avós, como se fossem uma família muito distante, me fez me dar conta da diferença da relação avô/avó e neto/neta para brasileiros e americanos. Explico melhor: os americanos dificilmente moram na cidade em que nasceram. Eles costumam sair de casa aos 18 anos para ir `a faculdade que geralmente fica em outro estado. Muitas vezes casam com a pessoa que conheceram no "college" e acabam indo morar numa terceira cidade. Ou seja, se distanciam dos pais vendo-os em férias e ocasiões especiais. Quer dizer, se a relação com os pais já é distante, imagine com os avós... Muito raro o caso de um americano que tenha convivido com os avós semanalmente ou mesmo mensalmente com nós geralmente fazemos. No Brasil, acontece exatamente o contrário. Temos uma relação intensa com nossos avós. Eles ajudaram nossos pais a nos criar, assim como, provavelmente, vamos ajudar nossos filhos a criar nossos netos. Quem não conhece casos de mulheres na faixa dos 30 que se separaram e voltaram a morar com os pais (provisoriamente ou não) com um ou mais filhos? E esses avôs, acabam criando o neto junto com a própria mãe: levando na escola, na natação, no balé, e participando ativamente da vida da criança. No meu caso, por exemplo, meus pais se casaram muito cedo e a casa dos meus avós, que sempre moraram perto, era uma extensão da minha. Desde pequena me acostumei a dormir lá. E adorava!! Quantas noites não passávamos jogando cartas ou o jogo da memória quando era criança. De manhã, aquele café de vó delicioso com direito a ovo quente e milk shake de chocolate. A gente adorava ver meu avô fazendo a barba e ele, de brincadeira, passava creme de barbear em mim e em meu irmão e nos divertíamos muito!! Na adolescência, meu avô era quem me buscava na aula de sapateado e me levava para lanchar em seguida. Era muito bom!! `As quartas-feiras, minha vó fazia um almoço com as irmãs dela com direito `a visita de uma manicure da família que fazia as unhas de todas. Eu chegava lá direto da faculdade e era presença certa no almoço semanal e no embelezamento das unhas! Que boas lembranças tenho desses dois que contribuíram para minha educação, me deram muito carinho, amor e ainda uma tremenda força pros meus pais! Meu marido também me conta histórias memoráveis do seu avô, o patriarca da família, que morava no mesmo prédio que ele e participava intensamente do cotidiano dos netos. Todo dia de manhã eles passeavam juntos com os cachorros pelo calçadão com direito a um mergulho no arpoador. Ele amava e lembra disso até hoje quando passamos por ali. Algumas vezes, ele fugia para casa do avô pra matar aula e o vô o acobertava sem contar nada pros pais dele. Hoje em dia, o quarto da minha sobrinha na casa da minha mãe é maior e mais equipado do que o dela na casa do meu irmão! E isso é muito comum! Vejo a intimidade e cumplicidade das duas e garanto que quando ela crescer vai sempre querer essa avó por perto. Os avós costumam babar pelos netos e largar tudo o que estão fazendo para tomar conta deles. Na maioria da vezes fazem isso sem qualquer sacrifício. Enfim, pobres norte americanos que não tem intimidade com os avós, não crescem almoçando com eles aos domingos e não desenvolvem essa relação tão gostosa que todos temos!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brazil with an "S"

Today’s subject is dedicated to those who speak English. I intend to write in English once in a while about themes that I believe are going to be interesting for everyone no matter where they live. So, I decided to talk about my country, Brazil, and my hometown, Rio de Janeiro. My intention is to clarify some doubts and questions people have about them. When you say you’re from Brazil, no one is indifferent. They either smile and/or talk about Carnival, soccer, women and all those other stereotypes. For those who don’t know me, I must say I was born in Rio but I’ve lived abroad a few times (France, Spain, USA). I have friends from all over the world and I also work, as a journalist, with foreigners. Having said that, I decided to list some questions people have asked me along the years. You may find some of them really stupid, but believe me, they were real. I’m not making up any of them. And some were made to me not once or twice, but several times. 1) Do Brazilians speak Spanish? NO. Brazil was discovered and colonized by Portugal in the year 1500 and for that reason, we speak Portuguese. It’s similar to Spanish, but a different language. 2) Do Brazilians speak any dialects besides Portuguese? Is it different from Portuguese from Portugal? NO. We only speak Portuguese. And yes, the pronunciation is quite different and some vocabulary as well. 3) Is Buenos Aires the capital of Brazil? NO. Buenos Aires is the capital of Argentina. Brasilia, a city created in 1960 is the capital of Brazil. Before that, Rio de Janeiro was the capital of Brazil. 4)Do you see jaguars and snakes on the streets? NO. Brazil is a very big country. If you go to the Amazon, which is in the north of Brazil (you have to go through Manaus, the capital of the Amazon state) you’re going to see those animals. That is if you go into the jungle. In the cities, you don’t see these kind of animals, except in the zoo. (Although little monkeys can be seen in some neighborhoods full of trees). In Rio, we have the world’s largest urban forest, a National Park called Tijuca Forest (12.4mi²) where you can find hundreds of species of plants and wildlife, many threatened by extinction. It is also a great spot for biking, hiking, running, etc. 5) Can you get shot walking on the streets of Rio? I would say NO. I’m not saying Rio is not a violent city. But the criminals don’t go around shooting people. In some parts of the city and in some favelas it is in fact really violent. For instance, in the neighborhood of Leblon, you can go out at night and walk to restaurants, bar and movie theatres with no problem. 6) Can I pay with dollars while I’m in Brazil? NO. Our currency is called reais. 1U$ = R$1,74 reais and 1EUR = R$2,56 reais. 7) What’s a typical Brazilian meal? As I said before, Brazil is a big country - 180 millions inhabitants - so, the culinary varies a lot depending on the state you are in, but I’d say it is “feijoada” a meal with black beans where the meat in cooked with the beans for 24hs and you eat it with rice and “farofa” (fried manioc flower). OBS: all big cities have international restaurants such as Italian, Chinese, Japanese, etc. 8) What’s the difference between “capirinha” and mojito? “Caipirinha” is our traditional drink, made with “cachaça”, that comes from sugar cane. The original one is made with lime but you can also make it with other fruits such as pineapple, grape, strawberry, etc. Mojito is made with rum and mint leave. 9) Is it true that Carnival lasts four days and nobody works? Yes and NO. Carnival goes from Saturday to Tuesday. But the official day for Carnival holiday is Wednesday (40 days after Eastern - sometimes is in February, sometimes in March). Most people don’t work on Monday and work half day on Wednesday. (Just like Thanksgiving is a four day holiday in the US). However, there are a lot of people who do work during Carnival. In Rio, for instance, there is a huge parade called “Desfile das Escolas de Samba”, where thousands of people are working backstage (not only on Carnival but during the whole year to prepare it). It is a very profitable business. 10) If I don’t speak Portuguese am I going to have some difficulty in communicating? It depends on where you’re going. I mean, in Rio, SP, Manaus and other cities that receive tourists, people are used to English speakers talking to them. They’re not going to be fluent, but Brazilians are patient and very nice, so, at the end of the day, you’re going to be able to shop, eat and drink! If you knew all the answers, congratulations! I bet you have been to Brazil or you have a good general knowledge and a great understanding about history and geography. If you didn’t, now you know it! And if you have some other questions, don’t hesitate on asking them.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dicas de NY

Filmes de Woody Allen nos remetem logo `a maravilhosa NY. Como estive lá recentemente e alguns amigos pediram, vou dar aqui algumas dicas da big apple. Restaurantes: Quem estiver passeando pelo Village e quiser um almoço leve sem ser muito caro, sugiro que exprimente o Bread - (212) 620-9977 West Village 330 Bleecker St. New York, NY 10014 ou então, o Sant Ambroeus (212) 604-9254 259 W. 4th St. Para quem pode gastar um pouco mais e quer jantar por ali, vale um italiano muito gostosinho, só frequentado por locais. Lupa (212) 982-5089 170 Thompson St. Quem gosta de comida asiática, não pode deixar de ir ao Meatpacking District comer no Buddakan (212) 989-6612 75 Ninth Ave. Outro restaurante muito interessante no Village é o Public - 210 Elizabeth St (212) 343-7011 O cardápio tem um pouco de tudo. A cozinha é elaborada e a decoração bem diferente, como se fosse uma biblioteca. Outro que vc não vê turistas. Para um delicioso hambúrguer, vá ao famoso PJ Clarke's Além do end tradicional na Terceira Avenida - 915 Third AVe. (212) 317-1616, tem também no Lincoln Square - West 63rd St & Columbus (212) 285-1500 Outro bom de sanduíches e saladas é o Rue 57, na rua do própria nome, num 60 West. Uma brasserie bem simpática! Quem é fã de doces, não pode deixar de comer o famoso cup cake da Magnolia Bakery, tão apreciado por Carrie e suas amigas. Sei que a Magnolia não é novidade para muita gente. Mas além do tradicional endereço no Village - 401 Bleecker St - há uma recém aberta na 120 Av.of the Americas (pertinho da 49th). É imperdível! Espero que tenham sido úteis. Aproveitem e me contem! No próximo falarei de peças e compras!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Novo filme do Woody Allen

Vi recentemente o novo filme de Woody Allen, "Whatever works". Ainda não foi lançado no Brasil, comprei o DVD nos EUA. Confesso que me decepcionei um pouco, como fã ardorosa do diretor. Neste filme, de número 40 em sua carreira, ele não atua, apenas dirige. Quem faz o papel que seria dele é Larry David, o criador de "Seinfeld" - do qual também sou seguidora - e protagonista da série "Curb your enthousiasm". O problema é que Larry David pode ser um gênio da comédia escrita, mas acho que perde muito a graça como ator. O filme, originalmente uma peça escrita há décadas, que foi atualizada por Allen, conta a história de uma jovem (vivida por Rachel Evan Woods) que mora no interior dos EUA, vai tentar a vida em NY e acaba morando na casa de um psquiatra sessentão, vivido por David. De tanto ela dar em cima do cara que poderia ser seu avô, ele cede. Até que a mãe dela (a ótima Patricia Clarkson) chega e fica horrorizada com o novo genro, mas também acaba se transformando na big apple e passa a viver um triângulo amoroso. Enfim, a história é boa, respiramos NY o tempo todo, como nos antigos filmes dele, mas Woody Allen fez falta na tela. Agora, é esperar estrear no Brasil para conferir! Ou então, dar um pulo no Vale Open Air, onde vai passar sexta-feira.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Musicais no Rio

Dois musicais em cartaz no Rio valem a pena ser conferidos. O primeiro, é “O Despertar da Primavera”, em temporada prorrogada no Teatro Villa Lobos. Escrito em 1891 pelo alemão Frank Weedekind, a peça estreou na Broadway em 2006 e foi um arraso!! Ganhou 8 prêmios Tony! O texto, que, conta a história de um grupo de jovens com seus dilemas típicos da idade, continua super atual! A versão brasileira é assinada pela dupla Cláudio Botelho e Charles Mueller e traz no elenco, jovens de 14 a 25 anos, estreantes no teatro mas que dão conta do recado direitinho. Destaque para Malu Rodrigues , Pierre Baitelli e Rodrigo Pandolfo. Para saber mais detalhes, acesse www.despertarprimavera.com.br Enquanto isso, no centro, depois de uma curta temporada no Teatro Rival, reestréia no Teatro João Caetano, o musical “Carmen Miranda, o it brasileiro”, liderado pela ex-paquita Adrea Veiga, com direção de Antônio De Bonis. Com um elenco afinado de cinco atores, e inspirado na biografia de Ruy Castro, a vida da pequena notável antes de ir para os EUA é contada com muito humor através das suas deliciosas músicas. Um verdadeiro passeio pelo Rio na década de 30 ao som dos nossos melhores compositores da época, como Ary Barroso, Ismael Silva, Dorival Caymmi, entre outros. Quem gosta de teatro e música não deve perder!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Belém do Pará

Estive recentemente em Belém, a trabalho. Fui fazer uma matéria sobre exportação de açaí para os EUA. A população ribeirinha colhe o açaí todos os dias, subindo em árvores. É uma fruta nativa, não há necessidade de plantio. Eles vendem a fruta para o mercado local e também para fabricantes que exportam a polpa congelada para fora do Brasil. As fábricas são muito limpas e organizadas. (Quem quiser, pode conferir em www.bonyacai.com.br ou www.topacai.com.br). O interessante é que no Pará, eles comem açaí como refeição principal: misturam na carne ou no peixe. Todos os dias tem açaí na mesa de milhares de famílias paraenses. O mercado Ver o Peso é impressionante! A feira de açaí lá dentro é gigantesca. `As cinco da manhã começam a chegar os barcos com cestos cheios de açaí e aí, eles são vendidos para o mercado local. E o mais legal é que a explosão do açaí nos EUA, mudou a vida de muita gente humilde. Agora, eles vivem mais dignamente. Um Brasil diferente, que nós, que moramos no Rio ou SP, não estamos acostumados a ver. Mas que vale muito a pena conhecer!